quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A quem se destina a Dança Terapia?

A Dança Terapia ou Dança Movimento Terapia enquanto movimento natural de cada ser é adaptada a todos: crianças, jovens, adolescentes, adultos, idosos, homens e mulheres, sem limites de idade, com diferentes necessidades diversas e em contextos distintos.
A Dança Terapia ou Dança Movimento Terapia pode ser praticada por pessoas com e sem patologias (Parkinson, doenças cardíacas, motoras e etc.) e deficientes físicos e mentais em geral, pessoas com problemas emocionais, ou que têm dificuldade de movimentos devido a tensões, ansiedades, pessoas que queiram trabalhar o receio da proximidade, do contacto físico ou da confiança e pessoas que estão atravessam momentos traumáticos associados à perda, transições ou mudanças, etc.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Qual a origem da Dança Terapia?

A Dança Terapia ou Dança Movimento Terapia institui-se como profissão em 1966, com a criação da Associação Americana de Dançaterapia. As pioneiras foram todas mulheres: bailarinas, coreógrafas e professoras de dança que, compartilhavam uma paixão comum e um respeito profundo pelo valor terapêutico de sua arte.
Entre 1940 e 1950, separadamente, ensinavam em estúdios privados e foram gradualmente abrindo caminhos em hospitais psiquiátricos e outros estabelecimentos clínicos. Bailarinas, psicoterapeutas e outros procuraram aprender e estudar com estas primeiras praticantes, que começaram a elaborar uma teoria que pudesse sustentar as suas observações.
Mary Starks Whitehouse foi uma das primeiras pioneiras em dança-movimento-terapia. Graduou-se na escola Wigman na Alemanha e também estudou com Marta Graham. Sua análise pessoal e seus estudos no Instituto Junguiano, em Zurich deram como resultado uma aproximação a qual denominou de “Movimento Autentico”. Num artigo intitulado “ Reflexões sobre uma Metamorfose”(1968), conta a historia de sua transição: “Foi importante o dia que me dei conta que não ensinava dança, ensinava a pessoas…Indicava a possibilidade de que meu interesse principal podia ter haver com o processo e não com os resultados, que não era somente pela arte que eu estava buscando e sim por um desenvolvimento humano.”

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DANÇATERAPIA

É uma Filosofia Oriental que valoriza a mente e, conseqüentemente, o seu corpo. Esta filosofia acredita que para nos conhecermos, temos que fechar os olhos, meditar e perceber, através do exercício, o nosso mundo interior - que envolve respiração e emoção - até que possamos atingir o prazer de estarmos dentro de nós mesmos e alcançarmos o auto-conhecimento. Sem o prazer e a autoconfiança ficamos distantes de nós mesmos. A terapia pela dança tornou-se uma ótima alternativa para quem procura uma atividade que proporcione ao mesmo tempo: movimentos corporais, relaxamento mental, concentração e integração social. A dançaterapia é a solução para quem pretende atingir o equilíbrio interno.
A dançaterapia é uma terapia onde aquele que participa passa a estabelecer um maior contacto com o próprio o corpo e com os seus limites. Esta surge através dos movimentos livres de cada um. É a dança do improviso. Não há leis que recriminem ou rotulem os seus movimentos. O que importa é a expressão e o objetivo de alcançar o prazer e o bem-estar em comunhão com a música ou com o silêncio. Tudo isto se conjuga como forma de tratamento dos problemas emocionais, cognitivos e físicos. A nível emocional, ajuda as pessoas a sentirem-se mais alegres e confiantes, permitindo-lhes diminuir o sentimento de frustração e a dificuldade de se exprimirem verbalmente. A nível cognitivo, a dançaterapia permite desenvolver as capacidades cognitivas, a motivação e a memória. A nível físico possibilita bem-estar e coordenação muscular. Os terapeutas acreditam que os problemas mentais e emocionais são ultrapassados através desta terapia, uma vez que o estado do corpo pode afetar a atitude e os sentimentos, tanto positiva como negativamente.
A prática desta terapia traz grandes benefícios, que variam os movimentos adotados: movimentos ritmados - diminui a rigidez muscular e a ansiedade, aumenta a energia; movimentos espontâneos - ajuda as pessoas a aprenderem a reconhecer e a confiar nos seus próprios impulsos; movimentos criativos – desenvolve a auto-expressão.
A dançaterapia também pode reduzir o stress, diminuir a depressão, aumentar a circulação e reduzir a tensão muscular. Esta atividade pode ser realizada por todas as pessoas, como crianças, jovens, adultos, idosos, pessoas sem e com patologias (Parkinson, doenças cardíacas, motoras e etc.) e deficientes físicos e mentais em geral. Cada aula é personalizada, com métodos diferenciados adequados a cada pessoa. Aproveite para experimentar, pois dançar é a forma mais simples e saudável de exercitar o corpo e a mente.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MUSICOTERAPIA

A música nos deixa relaxadas, faz lembrar momentos inesquecíveis e ainda é usada para fins terapêuticos. Na chamada musicoterapia é possível trabalhar timidez, coordenação motora, estresse, como também depressão de distúrbios do sono.
Ao contrário do que muita gente imagina, na musicoterapia o paciente não sai das aulas sabendo tocar os instrumentos musicais. “O trabalho está fundamentado no chamado ‘ouvir ativo’. O importante não é o senso estético da música e sim o processo e o esforço para conseguir um movimento”, explica a psicóloga e musicoterapeuta Raquel Siqueira.
De acordo com a profissional, a partir da escuta, do canto, da execução de instrumentos, terapeuta e paciente trocam idéias, emoções e sentimentos. Em muitos casos a resposta pode ser até imediata afinal, a música é uma arte que não necessita passar pelo mundo das idéias para buscar uma expressão. “É diferente da pintura e da escultura, onde as imagens são captadas da própria natureza", acrescenta.
Interação
A musicoterapeuta afirma que as sessões podem ser individuais ou em grupo, uma ou duas vezes por semana. Antes de iniciar o tratamento, o paciente passa por algumas etapas de diagnóstico como entrevista inicial, que inclui um teste projetivo sonoro musical. “Nesse caso verificamos a reação do paciente em relação a determinadas músicas e sons, com significados simbólicos pré-estabelecidos”, diz Raquel.
Na entrevista inicial, os especialistas obtêm informações para o tratamento sobre “a história sonora” e a “queixa principal”. “Na segunda etapa nós colhemos dados sobre o mundo sonoro-musical do indivíduo, desde sua vida intra-uterina, suas preferências e recusas sonoras e musicais. Depois a pessoa toca ou manipula instrumentos da forma que quiser”, finaliza.

sábado, 29 de janeiro de 2011

DANÇA CONTEMPORÂNEA

A dança contemporânea rompe com as molduras clássicas. Não tem técnicas específicas nem um "corpo ideal". Inova nas temáticas e na relação com os espaços e outras artes.
A dança contemporânea surge nos anos 60 nos EUA. Nasce no seguimento da dança moderna, na medida em que pretende também romper com os moldes rígidos da dança clássica.
A dança contemporânea é também profícua em relações com outras artes, desde o vídeo, às artes plásticas, à música ou à fotografia. A vertente da vídeodança é um dos géneros híbridos que surgiu nos últimos anos.
"A dança moderna, em relação à clássica, foi uma forma de libertação do bailarino, de expressar mais os sentimentos das pessoas e não apenas histórias. A dança contemporânea surge também nesse contexto", explica Catarina Marques, antiga bailarina e aluna do Ginasiano Escola de Dança, de Gaia.
Apesar do forte paralelismo, a dança contemporânea diferencia-se da moderna por não obedecer a técnicas. A dança moderna tem diferentes técnicas ligadas a vários coreógrafos, como Martha Graham, Doris Humphrey ou José Limon. "A contemporânea não tem essas técnicas, é a liberdade de expressão do bailarino", diz Catarina Marques. Não há mecanismos definidos, há antes processos e formas de criação. Parte-se de métodos "desenvolvidos por bailarinos modernos, como improvisação, contacto-improvisação" para uma construção personalizada da criação.

O bailarino contemporâneo tem um papel mais autónomo e interventivo na coreografia. "Antes, o coreógrafo dava um movimento ao bailarino e ele decorava-o e trabalhava-o. Agora dão temas, estímulos - que podem ser objectos, músicas - para o bailarino criar". O coreógrafo produz a partir do discurso do intérprete.
Apesar da ruptura com os artifícios do ballet, a linguagem própria da dança contemporânea não deixa de integrar referências clássicas. "Um bom bailarino contemporâneo tem de ter por base a dança clássica, a técnica, para depois se puder libertar", salienta Catarina Marques. Uma coreografia contemporânea não tem a harmonia estética de uma clássica. Mas os movimentos "têm primeiro de ser limpos para depois poderem ser sujos intencionalmente".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PETRÓLEO SERVE PARA BANHO TERAPÊUTICO

O Azerbaijão, país na fronteira entre Europa e Ásia, é um grande produtor de petróleo, exportando milhões de barris a cada ano. O óleo negro é tão abudante que moradores do oeste do país começaram a usar o produto como tratamento para dores nas articulações.
Um spa local oferece, entre diferentes opções de tratamento, um banho de imersão em petróleo. O paciente deve ficar no máximo dez minutos na banheira cheia de petróleo para não alterar seu ritmo cardíaco. Segundo funcionários do estabalecimento, o óleo é mantido na banheira a 40°C.
Usuários descrevem a experiência como um banho quente e relaxante. Especialistas locais sustentam que o petróleo da região é rico em naftalina, químico que garante o poder de cura em casos de dores nas articulações. Mas cientistas ao redor do mundo alertam para o potencial cancerígeno da naftalina.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DANÇA DE RUA

As primeiras influencias surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.
Em 1967, o DJ kool D.J Herth lançou essa dança através do Funk (não confundir com o funk carioca.).
O Breaking, uma das vertentes dos Street Dances, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente. No Brasil, os dançarinos incorporaram novos elementos à dança.

Existem dois tipos de street dances:
  1. Street dances vinculada a Cultura Hip Hop, grupos ou crews;
  2. Street dances vinculada às academias e estúdios de dança.
Podemos caracterizar o Street Dances como:
  • Um trabalho de coordenação motora com ritmo e musicalidade;
  • Um ritmo,onde se dá mais atenção aos movimentos fortes e enérgicos executados pelos braços, pernas, movimentos acrobáticos coreografados, saltos e saltos mortais.
  • Uma dança com maioria de dançarinos homens, porém hoje encontra-se um maior espaço para as mulheres.
  • São usadas músicas que tenham batidas fortes e marcantes,algumas músicas eletrônicas e em geral músicas cantadas em cima dos breakbeats.
A Street Dances quando vinculada ao movimento Hip Hop (Hip do inglês - quadril; Hop - pulo) toma um outro sentido na história e em sua formação.
Existem vários estilos de dança dentro do Hip Hop temos:
  1. O Breaking, executados pelos B.Boys ou B.Girls
  2. O Locking, executados por lockers
  3. O Popping, executado por poppers
  4. O Hip Hop Dance (New School Hip Hop Dance), executado pelos hip hoppers
  5. As Social Dances (passinho de dança de dançeteria)
O "Break Beat" é a batida de fundo repetitiva muito conhecida pelos Mcs em seus shows, os Djs entram e tocam a música e os dançarinos (b.boys ou b.girls) fazem a sua dança nessa batida da música.
Difere-se do Hip Hop Dance que neste caso utiliza-se das danças sociais conhecidas como, harlem shake, happy feet, monastery e etc. Em outras palavras, o Hip Hop é um estilo de dança mais dinâmico, já que este veio de outras danças sociais.
Uma das grandes características vinculada ao Hip Hop é a improvisação, que algo momentâneo e acontece com mistura de linguagens entre, encenação teatral, mímica e dança. Tem o seu nascimento nos Estados Unidos da América, o leste e o oeste norte americano tem expoentes diferentes de estilos e de representantes no Street Dances.
O precursor do Hip Hop Dance nos EUA foi Buddha Stretch junto ao seu grupo Elite Force Crew, a partir de 1984 iniciou-se a manifestação do Hip Hop Dance. Stretch também foi o primeiro coreógrafo na cidade de Nova Iorque a ministrar uma aula de Hip Hop na consagrada BROADWAY DANCE CENTER.